segunda-feira, 9 de julho de 2007

Desejo


Dias e dias de desespero, refletem a falta de algo numa solidão estonteante. Rodeado por tanta gente e ao mesmo tempo tão só. Rotina endiabrada que leva a uma monotonia pré-destinada, a uma morte lenta da alma. A inspiração e a vontade desvanecem como um suspiro sonante numa manhã de nevoa densa.
Uma ilusão provisória impede o adensar deste clima de tristeza. Ilusão de uma beleza que existe, de um carinho que devolve o animo, de uma cola k ajuda na reconstrução de um pequeno e despedaçado coração.
Ilusão curta, que apesar de devolver a esperança ao mesmo tempo afunda a vontade de continuar, de não desistir. Ilusão fugaz, que engana a alma mas não consegue fazer o mesmo com o coração.
Entretanto perdi a vontade de seguir em frente, e dirigi todas as atenções para o presente, tentando esquecer o passado, e não pensar no futuro.
Mas algo parece persistir, reanimando tudo o que ate agora era ilusão. A doçura, o carinho, a atenção que à tanto fazia falta, a sua ausencia à tanto ajudava à carencia de um sentimento sem o qual não poderemos viver, sem o qual não merecemos viver, sem o qual não queremos viver.
Desejo de uma realidade que parece não existir realmente, mas que parece tao proxima, e tão verdadeira.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Partida.. Largada.. Saudade..


Chegado o momento de uma partida inevitável, permanece para sempre na memória cada um dos dias passados aqui.

Faltam ainda vários dias para que chegue o fim. Talvez não seja mais que um simples até já para ti, no entanto para mim é um adeus, não só ao local onde vivi durante todos os anos da minha vida, não só aos locais que deixarei de ver durante semanas a fio, não só à familia e aos amigos de quem nunca me quis separar mas também um adeus a ti, a quem devo muito, e a quem dei muito pouco.

Viseu, terra única, podes não te lembrar de mim, porém podes ficar com a certeza que partes comigo e todos os momentos que passei por aí ficarão para sempre comigo, ilucidando a beleza dos teus mais inesqueciveis locais.

Viriato, inevitavelmente a escola mais importante para mim, seis longos anos passaram enquanto te frequentei, apesar das tantas lumúrias que fui ouvindo ao passar nos teus espaços, e das tantas queixas que muitas vezes me pertenceram, finalmente sou capaz de ver o quanto uma simples escola significou para mim, não abdicava de nenhum dos dias que passei por aí, apesar de todos os defeitos que possas ter, não te trocaria por nenhuma outra, foste uma perfeita segunda casa e até mesmo um refugio para quando algo estava mal na primeira.

Amigos, tantas as amizades criadas, mas quero enfatizar as que foram mais importantes para mim. Sem margem para dúvidas existiram amigos com os quais os laços permaneceram tão fortes quanto foi possivel, e apesar de crises, discussões, e tudo mais que possa ter acontecido, esses laços não desvaneceram. Amigos de longa data e mesmo outros que conheci recentemente mas que me influenciaram de uma forma fortemente positiva, e que estiveram lá por mim e para mim sempre que necessitei. Concelhos sem os quais não estaria onde estou neste momento, sem os quais não seria o mesmo.

Paixões, causadoras da pior das dores, broken heart, no entanto são também o que nos tornam realmente felizes, que nos ajudam a sorrir quando algo não está bem, e cuja a pessoa que nos faz sentir assim está acima de tudo. Quando deixa de o estar por imposição o mundo desaba, a solidão assola o espírito, a tristeza toma conta da nossa mente, e sim, eu senti isto às mãos de alguém. Será que me arrependo? Nunca, os momentos que antecederam esta tristeza foram demasiado importantes para abdicar deles e os momentos que a precederam fizeram-me crescer enquanto pessoa, pois o que não nos mata só nos torna mais fortes.

A ti, obrigado por me teres ajudado numa fase em que fraquejava há muito, obrigado por me tirares da dependência que me impedia de sorrir.

Saudade, uma palavra que apenas existe para nós, os portugueses, e que vai ficar comigo para sempre. Chegou o momento de uma partida inadiável, uma partida que já existia há muito, mas parecia estar tão longe... Comigo levarei a vontade de voltar..

P.S.1-> Por agora aproveitar os momentos que todos voces me oferecem
P.S.2-> Algum receio de uma partida que se aproxima
P.S.3-> Obrigado pela mania dos P.S. ;)

domingo, 17 de junho de 2007

Divinal Essência


Espaireço o pensamento, tento libertar a mente de todos os males, esquecendo todas as crises de existencia que pudesse ter tido até hoje. Vida estagnada, moderada de sentimento, vida morta. Tento esquecer todos estes motivos, que levam à escuridão, que me levam a chorar e que me levam a bater no fundo de mim .

Luz, uma pequena luz bem longe daqui parece brilhar, parece tentar guiar-me tal e qual um anjo. Bem longe, na infinitude observo o brilhar dessa luz.. Não sei como, não sei porquê mas pareço segui-la. Parece estar mais e mais perto, e todas essas vibraçoes que ela emana me erguem a alma, trazendo a memória de um dia feliz. Pareço reviver esse dia feliz, mas não. É um novo capítulo, uma nova experiência, uma nova vivência. Mas ao rever esse dia feliz, revi também o sabor da felicidade. O sabor do teu sedoso beijo fez-me feliz, mesmo que por um dia, o teu clamoroso carinho ajudou me a encontrar-me, ajudou ao meu renascimento perante mim mesmo.

A luz, representa a plenitude, a beleza, mas acima de tudo esta luz para mim parece representar o fim da decadência. Inspiras-me, mais que tudo, mais que todos, mais que ninguém! Agitaste o meu mundo estagnado de tal forma que despertei, de tal forma que reagi, de tal forma que me revoltei. Elevando-me acima do sofrimento porque no fim, eu tenho que ser superior aos meus fantasmas, e mesmo que isso só dependa de mim é sempre bom possuir quem nos desperte para a vida.

Representas a perfeição, ou bem melhor, és mais que perfeita... Venero-te..

P.S.1-> Responde à tua pergunta?
P.S.2->Diferente.. espero que gostem.. ;)

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Vontade desvanecente


Um surto de adrenalina insurge no meu peito, afectando de forma notória a respiração… deixas curtas, dificuldade em terminar as frases… escassez de assunto a meio de um simples e quotidiano diálogo… É assim que me deixas, é assim que actuo perante ti, e talvez sejam esses actos incontroláveis que me levam a perder-te aos poucos…

Não sou nada mais que um amigo para ti, e às vezes tento iludir-me a mim mesmo interiorizando que pelo menos sou teu amigo, de forma enganosa claro, porque o facto de apenas poder ter a tua amizade é penoso para o meu coração, é tudo isso que me encaminha para esta tristeza… profunda, desanimadora, terrivelmente infindável.

Viver a vida torna-se mais complicado assim, quando a alma não quer continuar viva, quando a consciência mergulha na densa escuridão das trevas. Esta infelicidade aparenta ser um presságio para um futuro desafortunado, e causa ainda mais desanimo… levando mesmo a que prioridades já definidas há muito deixem de o ser. Todo este role de acontecimentos leva a que não haja nada para além do nada! Agora quase tudo é nada… Eu nunca fui e nunca serei mais do que nada, é isso que constato quando me olho no espelho.

Não quero sentir-me assim, simplesmente não quero, mas suponho que o mereça. :'-(

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Como eu gostava de...


Sensações que afectam a vontade de continuar, a vontade se seguir em frente, surgem na minha alma. As sombras que resistem, e não o fazem de forma silenciosa, mais do que nunca as memorias que estes fantasmas relembram, gritando de forma voraz dentro de mim, fazem a diferença nas minhas escolhas, fazem a diferença na minha vida.

Vida miserável, dia após dia surgem oportunidades inoportunas. Felicidade ocasional, actos desesperantes....

Falta de coragem, é o pior que me podia acontecer agora. Adorava poder revelar-te o que sinto, adorava ter junto a mim, adorava sentir a tua solene presença aqui, acima de tudo adorava proferir te a palavra mais simples, mais linda e mais sincera, a palavra AMO-TE. Porque isso sim é a mais pura das verdades. Tudo o que me tornou fraco ficou para trás, mas a debilidade não desapareceu, as feridas não parecem sarar.

“O que não nos mata só nos torna mais fortes” – Não parece ser verdade, ainda estou vivo, e a fraqueza persiste. A agonia ao sofrimento, o medo de reviver tudo de novo, a desconfiança em relação às pessoas, em relação a tudo, em relação a todos não liberta o pensamento, aprisionando o coração. Não resisto a esse teu ternurento olhar, idolatro o teu encantador sorriso e dependo do teu marcante carinho, do teu sedoso beijo.

Como gostava de to poder dizer… Abomino-me por não o fazer, mas por mais que tente, fraquejo.



P.S.--> Sem inspiração.. Apenas um desabafo..

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Quando estás aqui…




Mais uma vez, desperto para um novo dia, é bem cedo por sinal. O sol está a nascer, começa a raiar por entre as poucas nuvens presentes no infinito céu, e ao observar a génese deste dia, sem causa aparente reajo com um sorriso. Talvez seja sinal de que o dia irá decorrer de uma forma positiva.

É meio-dia, e até agora tudo parece correr bem, pareço estar liberto de todas as tormentas que me têm vindo a assolar o espírito neste tempo recente.

Algo novo surge no meu até agora debilitado pensamento, há muito que não me sentia assim. Observo alguém por entre os arbustos, o ritmo do coração acelera de forma descontrolada, aproximo-me, estou cada vez mais perto, mais perto de ti, mais perto de me encontrar a mim mesmo, de sair desta escuridão, em que eu próprio me coloquei. O coração bate de tal forma que as veias se salientam, consequentemente vou começando a tremer. Não sei o porquê de tudo isto, nervosismo exuberante sem causa aparente.

Finalmente estás aqui, já consigo ver-te, estás linda, aliás como sempre, penso é nunca o ter notado tão profundamente como hoje. O teu olhar é mais que belo, e encaminha-me para a obsessão, não te quero largar. Num acto espontâneo aproximo me mais e mais, os meus lábios aproximam-se dos teus, agora já é impossível voltar atrás. Estamos prestes a beijar-nos, preciso de sentir esse teu delicado carinho em meus lábios. Esse fugaz olhar dirige-se para mim, de forma intensa, quase irresistível, nesse exacto momento tudo o resto desaparece, tudo se reduz a nada. No momento em que voltei a mim, estamos sentados, e admiro essa incontestável beleza que possuis, tirando proveito desse doce carinho, dessa energia que o teu corpo emana, energia essa que me faz feliz. Não te quero largar, sei que tenho que ir, mas todas as forças do meu corpo parecem impedir-me. Tudo desvanece, quero ficar contigo e ver o luar deste dia, dia este que devolveu a esperança de voltar a ser feliz, a um simples moribundo. Quando estás aqui tudo perde o sentido, tudo fica confuso, mas mesmo assim não abdico desses momentos por nada, a tua presença ofusca a solidão, cessa a tristeza e afasta as preocupações, adoro todo esse teu encanto, e esse mistério que te rodeia é motivo de fascínio. I need you!

Só me resta uma pergunta, à qual não possuo a resposta:

A que me encaminha tudo isto?

P.S.----> Listening “Just one night” and “Kiss you” Cassie

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Por um Segundo...


Páro para pensar, por um momento, um curto e insignificante segundo de uma vida demorada, dada a preocupações desinteressantes e insólitas do quotidiano. Uma leve fuga a um completo desastre diário leva-me a pensar como seria se…. Se por um segundo, parássemos para pensar em nós. Por um segundo nos lembrássemos daquilo com que sonhávamos em crianças. Por um segundo retornássemos a um passado no qual a ingenuidade nos encaminhava para a verdadeira felicidade, livre de mentiras relevantes, livre de traições que deixam marcas, de punhais que nos ferem como lanças, de dias cinzentos de tristeza. Num tão insignificante segundo percebemos tanta coisa, neste meu segundo de reflexão apercebi-me que a vida martiriza, faz sofrer. Este sofrimento que me impede de prosseguir, que me impede de viver a minha felicidade… Que me impede de pensar!
Degradantes, indistintamente degradantes, são assim que se tornam os dias nestes momentos. São lágrimas que percorrem o rosto culminando até os lábios, deixando o amargo sabor da tristeza ainda mais vivo no pensamento. É uma imagem de mim mesmo que não quero ter, imagem de fraqueza, de constante falta de coragem, de medo.
Mas é assim que me sinto, com medo de enfrentar os monstros do passado pois podem tomar conta de mim outra vez, se é que ainda não o fizeram. Fica em suspenso a questão, o que será da minha felicidade se continuar assim, fraco de espírito, inconsciente dos actos, dependente da vontade de outros. A saliente e visível tristeza salta a vista após um desgastante dia, no final de mais um culminar de ilusões, no final de todo um desabamento de esperanças.


Listening "Nothing else matters"