domingo, 9 de março de 2008

Tudo de mim


Com o passar dos dias, e com o acumular de tantas dúvidas, tantas incertezas, acabou por culminar tudo num à parte só nosso que se revela num impasse.

- Sorri, sempre, já to pedi, pois podes estar certa que ficarei bem

- Fica comigo, sempre, não te afastes, já to pedi, não estragar aquela relação especial que fomos criando

- Sê feliz, já to pedi, a pessoa feliz e despreocupada que sempre foste, não quero que isso mude devido a mim

Morro por dentro ao ver essa triste realidade que percorreu o teu rosto.. Não quero, não consigo permitir que se repita.
Não lamento o que fiz, o que disse.. Não retornaria atrás por quase nada, não trocaria cada um dos momentos mágicos que passei contigo por nada.. Como referi uma vez, e sei que ficará cá dentro para sempre, és a princesa do "meu" conto de fadas.
O quase que ficou para trás retrata uma excepção, esse sorriso que transpareces por momentos. Esse sorriso que me habituei a admirar e a sorrir também como que por reflexo quando ages assim, que aliás foi o que fiz devido a recordação que se ergueu sob essa mesma forma neste momento =)
Dei tudo de mim...
Tudo o que tinha para dar, e mesmo o que não tinha..
Agora permanece incerto o fim..
Mas no meio de tantas incertas certezas, estou certo de algo..
Serás sempre aquela pessoa especial que tanto me apoiou, me ouviu, me ajudou, aquela pessoa que quero para sempre aqui, seja de que forma for..

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Triste Presença


É triste a presença de ti em mim, é a injusta a ausência de ti aqui. Dia após dia, semana após semana penso que superei um pouco a falta que nunca deixas de me faze, mas um pouco depois de cada uma dessas insanas conclusões, caio em mim e apercebo-me que é tudo uma estratégia de mim mesmo para evitar sofrer.
Triste presença de cada pedaço de ti que permaneceu em mi, triste ausência de cada um desses pedaços que desvaneceu quando no culminar da minha morte de espírito me estilhaçaste quase de forma desumana o coração com as tuas palavras.
A escrita permite um desabafo que nunca poderia ter de outra forma. E sim, no dia em que leres tudo isto, será o dia em que finalmente eu tenha superado tudo e todos, em que finalmente possua a coragem que tanta falta me faz de alguns meses até este momento.
Desespero por não te ver, mas nunca voltarei atrás com uma decisão tomada, uma decisão racional, uma decisão que tanto me custou a tomar.
Lamento tanta coisa... No entanto não mudaria nada..
- Agora?
- Agora és passado
- Agora?
- Agora preciso de desmitificar a ideia de amor eterno que permanece no meu ser.
- Agora?
- Agora não sei o que fazer do agora...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Jazigo de emoções


Absurda vontade de ver-te... Insólita vontade de ouvir-te, constante saudade de todo e cada um dos teus simples e comuns gestos.
Menosprezo à uns dias todos este pequenos pormenores que se têm revelado dentro do meu ser. Não poderia no entanto evitar perceber que todos estes acontecimentos simbolizam sinais que tenho vindo a dar a mim mesmo.
O som do vento, da brisa que sussurra carinhosamente o teu nome a cada segundo que passa. O despertar de sentimentos que é visível pelas musicas que tenho vindo a ouvir sistematicamente dia após dia.
A recordação permanente da ausência do teu inconfundível perfume que não me permite esquecer que não estás.
O desafortunado destino que me revela mais e mais situações nas quais não me quero envolver, e que encaminham para mais e mais sofrimento.
Não consigo libertar a minha mente.. Caminho lânguido através da noite morta, mas há algo que me acompanha dentro desta negra e mórbida escuridão.
Seja o que for que me tenha levado, a subitamente ficar desta forma, tornou-se repentinamente mais importante do que tanto que o foi até hoje. Desespero, pois é certo para mim que és superior a tudo o que possa sentir. Nunca poderás sentir o mesmo, não por um ser semelhante a mim...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Eu em Mim


Os olhos são o espelho da alma, e segundo teimosia eles não reflectem a minha alma .
Sei por certo quem sou, mas de um outro prisma concordo com a oportuna frase que um dia me ficou na consciência, no fundo não sou quem realmente sou.

Dias desgastantes, após noites infindáveis, terminaram por findar o que restava do meu ser em mim, acabaram por me tornar num outro eu. Um eu que não pára de rir, que parece superar tudo e todos, de ignorar desgostos e desgraças com uma simples e única forma de virar o rumo de tudo.

Certamente que como qualquer outro ser a dor do tanto que em segundos se reduz a tão pouco, da perda do pouco que nos mantém a vontade de persistir, de lutar por um dia feliz, deixa marcas, deixa traumas... O que persistiu dentro de mim após tudo o que tem ocorrido, e neste tudo encontram-se tantas vivências que irão morrer dentro de mim, que mancharam a maneira de agir de alguém que já não é por certo a mesma pessoa.

O que resta do verdadeiro eu? Talvez a desafortunada alma que nada esquece, e nada deixa para trás, nem mesmo a mágoa e o rancor que se mantém desde sempre e permanecerá até ao ultimo suspiro que o meu coração tenha vontade de dar...

Eu não sou eu! Não porque tenha vergonha de demonstrar quem sou, mas sim por medo de reviver o passado.
O verdadeiro eu jaz em toda a arte que possa criar, em tudo o que realmente amo, em tudo aquilo que ainda consigo confiar...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

PseudoSuicidio



Fugaz oportunidade de sobreviver que sobrevoa o submundo inconsciente do ser.

Tristeza efémera em mim que me destrói, que me mata aos poucos.

Ilusão,da tua tão falsa paixão que fere, que magoa, que não arreda pé.

São lágrimas, provenientes de uma experiência cruel, duma existência tão inóspita que tantas vezes nos põe a pensar.

A simples ideia do suicídio ajuda a passar tantas noites que se parecem tornar infindáveis.

As estrelas, a lua e a pequena restia de esperança que permanece dentro de mim sao cobertos pelo nevoiro denso da desilusao.

Um futuro incerto, pelo qual nao creio continuar a lutar, do qual me tento afastar, mas que me arrasta.

Vida nefasta que nunca quis ter, continuar torna-se assim mais degradante que morrer..

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Gritos Mudos


Desespero por não te ver, desespero por não te tocar, desespero por não te sentir perto de mim, por não te beijar, abraçar…

Mas o maior desespero de todos, que me torna frágil perante tudo o resto deve-se ao facto de te amar, de não te esquecer, enquanto isto persiste em mim, vai ser sempre a perder.

Derrota atrás de derrota, ao ouvir o tiquetaque do relógio, recordo com ternura cada momento em que te pude tocar, sentir esse teu sedoso carinho em mim, poder trocar um daqueles olhares que só nós sabíamos interpretar, aqueles inquietantes momentos em que nada conseguíamos esconder um do outro, aqueles momentos em que agíamos como um só.

Acima de tudo fazes parte de mim, não consigo exorcizar-me da tua alma, ela persiste no meu coração, bem sei que sou eu quem não a quer deixar partir, talvez por medo, por cobardia… Gritos mudos de desespero suplicam para que não partas, para que não desistas de tudo assim tão facilmente.

O que parece não entrar no ínfimo do meu ser é que na verdade já desististe, já partiste, já nada resta senão tristeza ao olhar para trás.. E desespero ao tentar olhar em frente..

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Renascer


Renascimento de um alguém que desconheço. A revolta que tanto de mim consumiu, que tanto de mim levou, reaparece de forma repentina e nefasta. Revolta contra mim mesmo por não conseguir ser tudo o que deveria, por não corresponder às expectativas de quem me atribui acima de tudo a sua confiança, revolta contra a imensa fraqueza que persiste no fundo do meu ser e que não desaparece tornando dia após dia um pouco menor a mísera vontade de viver.

A verdade é que raramente somos quem demonstramos ser, mas a minha leve e insignificante falta de carácter supera cada vez mais esta afirmação, mais do que nunca escrever torna-se uma fuga a uma realidade que conspurca e destrói os objectivos a que me propus. Gélida e efémera solidão. Lânguido amanhecer. Tristeza
arrebatadora. A vida assim não é vida, até a morte se revela mais compensadora do que esta frustrante tentativa de seguir em frente.

Fazes-me falta, mesmo que nunca o venhas a perceber sinto me só quando não estás. Não me oponho a decisões que não sejam tomadas por mim, e mesmo essa fosse a minha vontade, nunca teria esse direito, limito me a aceitar, a respeitar e inevitavelmente a sofrer, mais que nunca, mais que ninguém...

É triste a forma como um ser se rebaixa perante o seu semelhante, mas mais triste que essa atitude passional, pode ser a forma de desumana de agir perante tal acto. Para trás fica tanta coisa, reduzida a tão pouco, tantos momentos felizes trocados por lágrimas, tantas decisões, tantos acontecimentos que ao desenrolarem-se tornam momentos como este mais e mais insuperáveis...