quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

História à Beira Mar


Pára! Não! Não vás!
Não partas para um mundo que não o teu, fica e descortina tudo o que a vida ainda tem reservado para ti, aqui, comigo. A beleza do belo é eterna, no entanto a fealdade do feio pode muitas vezes ser mais bela do que aparenta. Fica, procura o lado belo do teu ser. Podes até vir a desiludir-te, mas pelo menos não fica o dissabor da dúvida..
Fica, pois uma alma abandonada, não é ninguém, não é nada.
Comigo? Talvez sim, e talvez não, talvez nunca..
Para sempre andarei com rumo desconhecido, para sempre remarei contra a maré, para sempre a maré me arrastará para trás e portanto não serei mais que algo estagnado.
Alternas com as dualidades, mudas sem nunca mudar, tens duas faces que ficam retidas e não consigo esquecer.
Serei para sempre assim, estagnado enquanto vais e voltas com as tuas marés, e o pouco que vai sofrendo mudança tem por base o que trazes quando voltas e o que levas quando vais, que nem sempre se mantém. E mesmo quando mantém, e é devolvido aquilo que em tempos foi "roubado", nem tudo está igual, volta a chave mas já não está presente a mesma fechadura.

P.S. - Já estava à muito sem postar, quer por falta de tempo, quer por falta de "inspiração", quer por falta de vontade..
P.S.2 - Obrigado*

domingo, 5 de abril de 2009

Out of Order*



Nem tudo o que reluz é ouro, cada pessoa sucede o lugar de outra, ocupando o seu lugar, criticando vorazmente o modo de agir da anterior,ocupando delicadamente cada espaço vago libertado instantaneamente no momento em que procuramos um algo melhor.
Um algo que não nos magoe da mesma forma insípida e atordoante.
Um tanto ao quanto de mentira que talvez não seja imperdoável porque não é mais que uma mentira inocente, porque é dita como que sem pensar, e apenas para que naquele momento em que o vazio ocupa tudo o resto, toda a alma, toda a confiança, tudo o que faz de nós aquilo que vamos sendo, volte ao normal, e possamos de novo confiar. Não é aos outros que odeio, ao ao ser que vou demonstrando ser. Ao ser que se revela perante os meus olhos, aquando da sua revelação perante os outros..

domingo, 9 de novembro de 2008

No meio da multidão


Rodeado por cem…

Envolvido por mil…

Mas tão só por dentro que o sinto o eco do meu próprio pensamento como se mo sussurrassem ao ouvido constantemente

Incapacidade de ser quem sou..

Incapacidade de auto-estimar o meu ser..

Ódio, repulsa é sim o que me pulsa no corpo, cobardia é o que transpiro cada vez que sinto o cansaço de viver que aos poucos se vai acumulando.
VIDA de sentimento MORTO… Mutualismo INEXISTENTE em que se DEVIA basear TUDO.. RESPEITO que tanto teima em ser transparecido pela FRENTE mas que NÃO EXISTE aos olhos de quem vê.

Ser quem sou é o pouco que me resta e que já não leva agarrada a vontade de lutar de, continuar, de viver.

Jazigo que se aproxima aos poucos, lânguido, morto, como só ele.. Abismo obscuro como nada, como ninguém, que impede a vida de ser vivida a cores, que ofusca o branco da imensidão com o seu negro do nada.
Gritos de horror que não deixam a música que devia ser transparecida pela natureza simbolizando vida, simbolizando tudo o que faria sentido para nos elevarmos perante as trevas que rodeiam o imperfeito, seja ouvida.

O mundo que deveria pertencer a todos, mas no reino do Homem impera o poder a beleza e a desonestidade por certo como em nenhum outro.
Morto perante tantos que possa até considerar concordar com eles. Talvez já se possa até considerar justo. Possivelmente os olhos são quem não quer ver pois pertencem-me.

Resta a noção de que o fim não se encontra tão longe como inicialmente poderia imaginar.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Falling apart



- Bom dia amor.

- Olá e até logo.

-Porque estás assim comigo?

- Adeus!

- Adeus? Será que tudo aquilo que significo ou signifiquei para ti não me dá direito a uma explicação minimamente decente de atitudes frias como aquela que estás a ter neste momento? Será que nem todo o ser humano é digno de ser respeitado mesmo não sendo tudo aquilo que previste para o teu futuro?

- Já não te amo, aí está. Era isto que querias ouvir?

- Se é o que sentes realmente, obviamente não estou feliz por ouvi-lo mas antes grata por dizeres a verdade.

- Não te garanto que seja a verdade, mas é com isso que podes contar.

- Como assim? Explica-te! Odeio meias conversas, já o sabes, podes fazer tudo menos negar que me conheces verdadeiramente, não o faças, por favor, suplico-te um leve esforço para que possa entender.

- Não o vou fazer, não quero, por isso parto, encara-me como um cobarde se for mais fácil assim.

- Não quero fazê-lo, não é essa a imagem que quero de ti, de nós... Por favor... Olha-me nos olhos e diz que não me amas, diz que não sentes nada, que não irá resultar e deixo-te partir, não te quero ver como cobarde, nem sempre o caminho mais fácil é o mais acertado..

- Não te amo, não irá dar certo, não te quero assim, nunca quis, não fazes o meu coração bater mais forte, os teus gestos de ternura são me indiferentes, quase como o ar é indiferente as folhas que leva em pleno decorrer do outono. Podes ver-me como frio, gélido até mas primo pela honestidade, não és nem nunca foste o que eu quis ter. Adeus.

- Partiste e contigo levas toda a minha vontade de sorrir, de viver. Mas tudo isso voltará.. A seu tempo..


P.S. Sem tempo para nada.. =\

sábado, 21 de junho de 2008

Se eu não fosse eu


Quando tentamos de tudo um pouco para nos modelarmos aquilo que sempre desejámos ter. Quando reinventamos as chaves de tudo aquilo que está a vista desarmada, sem querer. Sem saber. Confessamos, pois achamos ser justo perante o que nos rodeia e o interior que nos vai moendo as entranhas, querendo saber quem realmente vamos sendo dia após dia. E tudo isso é apontado como erro, como forma de nos magoarmos a nos mesmos e ao outro. Respeitamos essa opinião. Quando ouvimos que alguém renasce do passado tornando-se melhor do que aquilo que alguma vez nos poderemos tornar. Respeitamos. A razão de tal frase, é desconhecida, mas por certo tem motivo de existir agora se esse mesmo motivo é como ouvi, o facto de não demonstrar sentimentos. Se o meu erro é sentir, se sou mau por sentir, serei monstro até depois de morto, pois nunca esquecerei o que senti, o que sinto. Se o meu erro é também ter sido sincero. Sê-lo-ei sempre que possa, pois não vai ser de mentiras ou omissões que construirei um futuro, um presente. Está feita e refeita a opinião sobre mim mesmo, cada pessoa em quem vou confiando, ajuda mais a essa opinião, dizendo-o directamente ou não. Dificilmente irá mudar. Mas não é justo, não o acho.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Semivida


Incapacidade de voar mais alto.. Vontade de permanecer..
Espero e desespero p0or algo que me vai assombrado a alma, que me consome a mente, sim eu sei que nunca serei ninguém, nunca serei nada. Nada é algo muito relativo pois sou muito, muito de nada, mas mesmo assim muito. Atracção.. palavra facilmente interpretável pois todos nós já nos sentimos assim, mas ao mesmo tempo todos nós temos noção de tudo aquilo que se aplica ao nosso ser, e não, isto não é algo que alguém possa sentir por mim. Pois bem, fisicamente repulsivo é algo que facilmente aplico ao meu ser. O mais importante não é isso, correcta ou incorrectamente já o ouvi, apesar disso sobressai algo mais.. quer seja por ser assim fisicamente, quer seja pela minha forma de ser, nunca fui, talvez não venha a ser amado. Sou como sou,um tanto ao quanto de nada que vai causando repulsa, que vai fingindo não ser como é, que se engana a si próprio quando o reflexo do espelho se revela aos seus próprios olhos, olhos que demonstrarão tudo, esse tanto ao quanto de nada que sou, que serei. A pessoa repugnante que se vai revelando quer para os outros quer para si mesmo.
Aproximação de um abismo do qual não será fácil sair. Mais belo que vencer é lutar, e eu.. eu lutei, dei tudo de mim, agora.. agora não sei o que fazer do agora. É a lágrima que percorre o infeliz rosto da realidade quem trará o fim. Fim premeditado, facilmente perceptível aos olhos de quem quer realmente ver. E quero, sempre quis ver, o desafortunado final que po destino trará.
Tenho fome de viver, tenho vontade de continuar, no entanto a felicidade não parece permanecer muito a minha porta...

sexta-feira, 4 de abril de 2008





Not knowing what to do... Not knowing what to think