sexta-feira, 2 de julho de 2010

Adeus


E chega o momento de mais uma despedida.
Com o passar do tempo existe uma teimosia em acelerar os acontecimentos, é impossivel isso não estar a acontecer.. Aparentemente ainda à uma semana aqui cheguei, à 4 dias conheci realmente um grupo de pessoas que hoje afirmo conhecer à anos, ontem apareceram os nossos "sucessores" e hoje.. Hoje já vejo essas pessoas de costas, na sua partida. Quero deixar registado, que toda e cada uma das pessoas a que me refiro deixou marcas em mim, opiniões, jeitos, lembranças, que nunca irei esquecer.
É nesta cidade que encontro alguns dos meus melhores amigos, algumas das minhas melhores memórias, as mais belas recordações. Se a vida são dois dias? um já passou.. Se os anos na universidade são os melhores das nossas vidas? Por certo, e até este ponto não os considero apenas como os melhores anos, mas também os mais inesquecíveis, com o aparecimento de amigos para a vida, laços que não mais se irão desvanecer. Apesar disso, já surge a saudade. A aproximação de uma partida inevitável que mais tarde ou mais cedo irá acontecer.

As the song says, "all the crazy things I did 'these years those' will be the best memories."
One more thing, don't let the distance break the ties we've created,,

quinta-feira, 4 de março de 2010

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"


Frase que algumas vezes vou ouvindo ao longo da minha passagem discreta por este mundo, que muitas vezes julgamos como cruel, não tendo no entanto outro ponto de vista que não o nosso.

Parei para pensar no significado que esta citação possui, mudam-se os tempos… O que leva a que os tempos mudem, sim o passar do tempo pode possuir uma influência directa no significado do próprio tempo, mas será possível prever o tempo que leva a que um determinado tempo se torne num outro tempo? O resultado da pergunta resultou num nó cerebral, uma confusão de sinais que teima em não deixar que obtenha uma resposta, a verdade é que nós não somos mais que matéria, sem matéria não poderíamos portanto existir, mas fica um senão, se não sou mais que matéria, como raio é que sou capaz de por em causa quem sou? Como é que consigo possuir um pensamento aparte do meu pensamento? Resultado: Novo nó, está a complicar.

Bem, vou entrar num jogo de suposições por forma a tentar obter respostas.. Supondo que nos é possível ter um tempo em que realmente possamos afirmar que houve uma mudança de vontade, como podemos garantir que essa vontade mudou mesmo, bem, para esta tenho resposta… Pôr à prova, testar, ver como funciona na prática, é a forma mais adequada de confirmar algo sobre o qual temos uma opinião formada. Mas muitas vezes não somos capazes de nos pôr à prova. Porquê? Neste jogo de perguntas e suposições, concluo que a razão pela qual tantas vezes não nos testamos, incide no facto de termos medo de perder, e que a nossa opinião formada, seja no fundo uma vontade.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, sim concordo, o que resta é saber se o que muda, realmente muda ou se nos afirmamos que muda porque é esta a nossa vontade. O que resta? O que resta é testar, mas resta também saber se todos nós estamos dispostos a isso, a testar e a arcar com as consequências.

Mas bem, como tantas vezes eu ouço, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”

Bahhh, estou a divagar. Sim, como ouvi hoje, acho que ultimamente ando solitário, mas volto a citar: “Mudam-se os tempos mudam-se as vontades”

Sad Face

sábado, 27 de fevereiro de 2010

At the end of the Cliff


Um dia eu tive um sonho..

Não sou mais que um ser morto, no limiar da vida digamos, que pode apenas pode estar aqui, preso a um corpo que acredito não ser o meu. Um rochedo que vê passar a vida, que suporta o crescimento de tantas outras coisas.

Vivo não vivendo, vou sendo desgastado pelo tempo, sem poder contrariar as condições a que sou sujeito, por mais que queira mudar, REVOLTAR-ME, IMPOR A MINHA VONTADE, no fundo não mais que um rochedo, que se limita a ver o tempo passar…

Sonhei que poderia ser alguém, poderia ganhar consciência, poderia reagir, poderia ser dono e senhor do meu triste e rectilíneo destino mas no fim, no fim não passo de um rochedo, estático perante a passagem de tudo e todos

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

História à Beira Mar


Pára! Não! Não vás!
Não partas para um mundo que não o teu, fica e descortina tudo o que a vida ainda tem reservado para ti, aqui, comigo. A beleza do belo é eterna, no entanto a fealdade do feio pode muitas vezes ser mais bela do que aparenta. Fica, procura o lado belo do teu ser. Podes até vir a desiludir-te, mas pelo menos não fica o dissabor da dúvida..
Fica, pois uma alma abandonada, não é ninguém, não é nada.
Comigo? Talvez sim, e talvez não, talvez nunca..
Para sempre andarei com rumo desconhecido, para sempre remarei contra a maré, para sempre a maré me arrastará para trás e portanto não serei mais que algo estagnado.
Alternas com as dualidades, mudas sem nunca mudar, tens duas faces que ficam retidas e não consigo esquecer.
Serei para sempre assim, estagnado enquanto vais e voltas com as tuas marés, e o pouco que vai sofrendo mudança tem por base o que trazes quando voltas e o que levas quando vais, que nem sempre se mantém. E mesmo quando mantém, e é devolvido aquilo que em tempos foi "roubado", nem tudo está igual, volta a chave mas já não está presente a mesma fechadura.

P.S. - Já estava à muito sem postar, quer por falta de tempo, quer por falta de "inspiração", quer por falta de vontade..
P.S.2 - Obrigado*

domingo, 5 de abril de 2009

Out of Order*



Nem tudo o que reluz é ouro, cada pessoa sucede o lugar de outra, ocupando o seu lugar, criticando vorazmente o modo de agir da anterior,ocupando delicadamente cada espaço vago libertado instantaneamente no momento em que procuramos um algo melhor.
Um algo que não nos magoe da mesma forma insípida e atordoante.
Um tanto ao quanto de mentira que talvez não seja imperdoável porque não é mais que uma mentira inocente, porque é dita como que sem pensar, e apenas para que naquele momento em que o vazio ocupa tudo o resto, toda a alma, toda a confiança, tudo o que faz de nós aquilo que vamos sendo, volte ao normal, e possamos de novo confiar. Não é aos outros que odeio, ao ao ser que vou demonstrando ser. Ao ser que se revela perante os meus olhos, aquando da sua revelação perante os outros..

domingo, 9 de novembro de 2008

No meio da multidão


Rodeado por cem…

Envolvido por mil…

Mas tão só por dentro que o sinto o eco do meu próprio pensamento como se mo sussurrassem ao ouvido constantemente

Incapacidade de ser quem sou..

Incapacidade de auto-estimar o meu ser..

Ódio, repulsa é sim o que me pulsa no corpo, cobardia é o que transpiro cada vez que sinto o cansaço de viver que aos poucos se vai acumulando.
VIDA de sentimento MORTO… Mutualismo INEXISTENTE em que se DEVIA basear TUDO.. RESPEITO que tanto teima em ser transparecido pela FRENTE mas que NÃO EXISTE aos olhos de quem vê.

Ser quem sou é o pouco que me resta e que já não leva agarrada a vontade de lutar de, continuar, de viver.

Jazigo que se aproxima aos poucos, lânguido, morto, como só ele.. Abismo obscuro como nada, como ninguém, que impede a vida de ser vivida a cores, que ofusca o branco da imensidão com o seu negro do nada.
Gritos de horror que não deixam a música que devia ser transparecida pela natureza simbolizando vida, simbolizando tudo o que faria sentido para nos elevarmos perante as trevas que rodeiam o imperfeito, seja ouvida.

O mundo que deveria pertencer a todos, mas no reino do Homem impera o poder a beleza e a desonestidade por certo como em nenhum outro.
Morto perante tantos que possa até considerar concordar com eles. Talvez já se possa até considerar justo. Possivelmente os olhos são quem não quer ver pois pertencem-me.

Resta a noção de que o fim não se encontra tão longe como inicialmente poderia imaginar.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Falling apart



- Bom dia amor.

- Olá e até logo.

-Porque estás assim comigo?

- Adeus!

- Adeus? Será que tudo aquilo que significo ou signifiquei para ti não me dá direito a uma explicação minimamente decente de atitudes frias como aquela que estás a ter neste momento? Será que nem todo o ser humano é digno de ser respeitado mesmo não sendo tudo aquilo que previste para o teu futuro?

- Já não te amo, aí está. Era isto que querias ouvir?

- Se é o que sentes realmente, obviamente não estou feliz por ouvi-lo mas antes grata por dizeres a verdade.

- Não te garanto que seja a verdade, mas é com isso que podes contar.

- Como assim? Explica-te! Odeio meias conversas, já o sabes, podes fazer tudo menos negar que me conheces verdadeiramente, não o faças, por favor, suplico-te um leve esforço para que possa entender.

- Não o vou fazer, não quero, por isso parto, encara-me como um cobarde se for mais fácil assim.

- Não quero fazê-lo, não é essa a imagem que quero de ti, de nós... Por favor... Olha-me nos olhos e diz que não me amas, diz que não sentes nada, que não irá resultar e deixo-te partir, não te quero ver como cobarde, nem sempre o caminho mais fácil é o mais acertado..

- Não te amo, não irá dar certo, não te quero assim, nunca quis, não fazes o meu coração bater mais forte, os teus gestos de ternura são me indiferentes, quase como o ar é indiferente as folhas que leva em pleno decorrer do outono. Podes ver-me como frio, gélido até mas primo pela honestidade, não és nem nunca foste o que eu quis ter. Adeus.

- Partiste e contigo levas toda a minha vontade de sorrir, de viver. Mas tudo isso voltará.. A seu tempo..


P.S. Sem tempo para nada.. =\